“Caga em ir para o céu depois de morreres. É na Terra, vivo, que podes ir para o céu. Para o céu de um abraço, de um beijo, de um sorriso. É na Terra, vivo, que podes ir para o céu. ...E é não entenderes isso que é um inferno.”
"Toda a gente quer o momento perfeito. Como o poeta procura o verso perfeito, a pessoa, poeta da vida, procura o momento perfeito. O instante absoluto. E procura-o sem, verdadeiramente, o procurar. Espera que ele, qual gota de chuva, caia do céu. Mas não cai. O momento perfeito exige a atitude perfeita. O compromisso perfeito. A paixão perfeita. Sem atitude, sem compromisso, sem paixão, o momento perfeito há-de ser sempre a impossibilidade perfeita - a treta perfeita."
Eu pensava que tinha caído em desuso, juro que pensava! Mas eis que hoje e, não resisto a partilhar, eu ouvi um piropo " à moda antiga" E perante o facto, sorri... Raios parta este feitio!!!
"Não tenho bens de acontecimentos. O que não sei fazer desconto nas palavras. Entesouro frases. Por exemplo: - Imagens são palavras que nos faltaram. - Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem. ...- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser. Ai frases de pensar! Pensar é uma pedreira. Estou sendo. Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo) Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos. Outras de palavras. Poetas e tontos se compõem com palavras."
Há dias, sabes, em que gostava de ser como o gato e que me tocasses sem desejar encontrar quaisquer sentimentos a não ser o que se exprime num espreguiçar muito lento - um vago agradecimento? - e que depois me deixasses deitado no sofá sem que nada pudesses levar da minha alma, pois nem saberias o que dela roubar.
Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.