segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Black Swan
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Eis que acabo de chegar do cinema. Pois que hoje me deu uma vontade daquelas de me sentar numa sala cheia de desconhecidos com um pacote gigantone de pipocas e ser absorvida por uma história que me transportasse da minha realidadezinha.
Filme escolhido: Black Swan. Pois que devia ser das poucas criaturas que ainda não tinha visto...Shame on me!!Fui à matiné...gosto desta palavra "matiné". Pois que às segundas feiras há menos gente, o bilhete é consideravelmente mais barato e a malta tem que aproveitar estas beneces!! Aí vou eu...expectante...sala 1 ....ups...deve haver algum engano( pensei) pois que constatei que estava num convívio do Inatel. A sala estava cheia de pessoas com cabelos brancos e penteados estranhos, caracóis vá!! Fila H , lugar 9. Sozinha na fila.A meio do filme agradeci por ter ficado sozinha na fila, porque dado o teor de algumas cenas iria sentir-me muito constrangida com um septuagenário a meu lado!! Mas, acerca do filme, é mais do que um tributo ao mundo do bailado, é psicologicamente intenso e interessante. A interpretação de Natalie Portman é arrebatadora, quase que se chega a sentir o que ela sente em determinados momentos do filme. Só tenho pena que não tenha havido um maior envolvimento físico com Vincent Cassel, é que o senhor tem um olhar...que vale a pena ver o filme de novo!!
"Eu senti, e foi perfeito."
Frase que encerra o filme
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Foto: Vítor Tripologos
olhares.aeiou.pt
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!
Ornatos Violeta, Ouvi Dizer
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
MUXIMA-Maria Rita
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Há olhares em poemas irónicos,
Curiosidade lacónica de sentir,
O desejo breve do irreal.
Numa lisa cadência nua e fingida,
Enrolam-se vestidos de subtis perfumes,
Tecido de fino junco
Em aroma de pele que encanta.
Pensa encanto e escreve afagos
O poeta na sua sabedoria
Busca de instinto num ensejo a encontrar.
Ai poeta que vives a aparência
Numa curiosa tendência a que chamas poesia!
Curiosidade lacónica de sentir,
O desejo breve do irreal.
Numa lisa cadência nua e fingida,
Enrolam-se vestidos de subtis perfumes,
Tecido de fino junco
Em aroma de pele que encanta.
Pensa encanto e escreve afagos
O poeta na sua sabedoria
Busca de instinto num ensejo a encontrar.
Ai poeta que vives a aparência
Numa curiosa tendência a que chamas poesia!
Eduarda de Andrade Mendes
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Zeca Afonso- Sete Fadas me fadaram
" Um sentimento também é uma ideia, mas descontrolada, e eu fico deslumbrado com o tamanho deste facto que existe dentro de mim."
José Luís Peixoto
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Foto:José de Almeida e Maria Flores
olhares.aeiou.pt
" Ninguém nos traz um sonho feito e no-lo oferece. Para tudo, o acesso pleno e seguro é feito apenas pelo que somos, pela firmeza com que assumimos o que nos é verdadeiramente importante, como as pessoas que por amor nos rodeiam."
valter hugo mãe
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Arrancou a época oficial de caminhadas no paredão.
Para mim claro!!!!
Para mim claro!!!!
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Humanos - Quero é Viver
Vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
Amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será
mais um prazer
e a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com a idade
interessa-me o que está para vir
a vida em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir
encontrar, renovar, vou fugir ou repetir
vou viver,
até quando, eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer
a vida é sempre uma curiosidade
que me desperta com idade
interessa-me o que está para vir
a vida, em mim é sempre uma certeza
que nasce da minha riqueza
do meu prazer em descobrir
encontrar, renovar vou fugir ou repetir
vou viver
até quando eu não sei
que me importa o que serei
quero é viver,
amanhã, espero sempre um amanhã
e acredito que será mais um prazer
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Regina Spektor - "Samson"
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“Num qualquer sólido platónico desenho andanças de pórticos abertos a voos que me abrem os abraços, fusão exacta de formas eternas.
Páro este gesto e penso!...que me importam todas as matemáticas ou físicas que me tentam vender, como algo concreto? Todos os axiomas se desnudam de números simbólicos...e eu detesto números! Todos os cloretos são imagens obscuras, que me desviam o olhar, sem sódio a declarar.
Deixem-me antes os sonhos reais ou irreais, tanto me faz, mas que são a soma da minha existência, janela voltada às marés dos meus abraços, onde emerjo cada gesto, verdade da minha existência.”
Eduarda de Andrade Mendes
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

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domingo, 20 de fevereiro de 2011
E o Alentejo está assim...vestido de malmequeres...num dia de chuva
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Buena Vista Social Club - Chan Chan
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Entrada para o céu
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Scala - Enjoy the silence
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
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Quando eu for criança...
encontrarei poemas de sonhos e bosques cor
de turquesa na procura da árvore nascida mar.
vestirei azul do céu, debruado a cor de tudo,
água de olhos peregrinos de verdes.
do corpo sairão ramos, sabor a mel inventado
e das mãos nascerão espelhos
reflectindo o tudo ou nada.
procurarei o alquimista numa música fiada lua,
reflectida na branca e eterna rede,
sem símbolos a afirmar.
encontrarei um mar feito cobre,
com círculos e semicírculos,
onde nasceram meus sonhos,
infinito em tempos envoltos.
sem começo e sem fim,
sem partidas ou chegadas, arrancarei o vestido
e plantarei o corpo nas algas sorvendo o ar.
quando eu for criança vestida de organdim com cheiro a alecrim,
irei ver todas as coisas que não precisam ser explicadas!
Eduarda de Andrade Mendes
de turquesa na procura da árvore nascida mar.
vestirei azul do céu, debruado a cor de tudo,
água de olhos peregrinos de verdes.
do corpo sairão ramos, sabor a mel inventado
e das mãos nascerão espelhos
reflectindo o tudo ou nada.
procurarei o alquimista numa música fiada lua,
reflectida na branca e eterna rede,
sem símbolos a afirmar.
encontrarei um mar feito cobre,
com círculos e semicírculos,
onde nasceram meus sonhos,
infinito em tempos envoltos.
sem começo e sem fim,
sem partidas ou chegadas, arrancarei o vestido
e plantarei o corpo nas algas sorvendo o ar.
quando eu for criança vestida de organdim com cheiro a alecrim,
irei ver todas as coisas que não precisam ser explicadas!
Eduarda de Andrade Mendes
Há poemas que não somos nós que os lemos, mas eles que nos lêem a nós!!
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Kiss Me,Honey Honey
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O ROSTO AQUELE ROSTO
Entre portas um aveludado rosto
prenuncia: logo existe o meu espaço.
Eu toco então aquele rosto este rosto
aquele rosto
conheço as mãos no corpo no rosto
o toque desfasado toque
na quase intimidade do olhar
o beijo.
Hoje acabo o desenho das letras
desenho rosto
pronuncio-o e tu és lá
roço nele até à precisão do t
mas o que fica é esta preparação para o beijo
que a vogal me coloca.
Digo o teu nome
os dentes tocam o lábio inferior
e aí começo a saborear-te
toda a boca te trabalha
um som nasal ressoa no crânio
mexe-me.
José Maria de Aguiar Carreiro
Chuva de Época, Ponta Delgada, 2005.
Este poema é fascinante
prenuncia: logo existe o meu espaço.
Eu toco então aquele rosto este rosto
aquele rosto
conheço as mãos no corpo no rosto
o toque desfasado toque
na quase intimidade do olhar
o beijo.
Hoje acabo o desenho das letras
desenho rosto
pronuncio-o e tu és lá
roço nele até à precisão do t
mas o que fica é esta preparação para o beijo
que a vogal me coloca.
Digo o teu nome
os dentes tocam o lábio inferior
e aí começo a saborear-te
toda a boca te trabalha
um som nasal ressoa no crânio
mexe-me.
José Maria de Aguiar Carreiro
Chuva de Época, Ponta Delgada, 2005.
Este poema é fascinante
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
"My Funny Valentine" feat. Sting
Don't Change A Hair For Me
Not If You Care For Me
Stay Little Valentine Stay
Each Day Is Valentine's Day
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
A uma rapariga
Somos assim aos dezassete.
Sabemos lá que a Vida é ruim!
A tudo amamos, tudo cremos.
Aos dezassete eu fui assim.
Depois, Acilda, os livros dizem,
dizem os velhos, dizem todos:
"A Vida é triste. a Vida leva,
a um e um, todos os sonhos."
Deixá-los lá falar os velhos,
deixá-los lá... A Vida é ruim?
Aos vinte e seis eu amo, eu creio.
Aos vinte e seis eu sou assim.
Sebastião da Gama
Sabemos lá que a Vida é ruim!
A tudo amamos, tudo cremos.
Aos dezassete eu fui assim.
Depois, Acilda, os livros dizem,
dizem os velhos, dizem todos:
"A Vida é triste. a Vida leva,
a um e um, todos os sonhos."
Deixá-los lá falar os velhos,
deixá-los lá... A Vida é ruim?
Aos vinte e seis eu amo, eu creio.
Aos vinte e seis eu sou assim.
Sebastião da Gama
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Há que séculos que não ouvia isto...
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
A Casa dos Beijos
Iam os dois pela rua, de mãos dadas. Dir-se-ia que não pisavam o chão. Dir-se-ia que deslizavam, que vogavam, que voavam. A felicidade estava-lhes cunhada nos rostos; e também nos gestos, nos sorrisos, no olhar. Iam de mãos dadas pela rua e iam muito felizes.
Ela tinha os cabelos longos e soltos, o tronco alto. Os seios puxados para a frente, as pernas esbeltas e livres, saias curtas. Ele era um pouco mais alto, um pouco apenas, camisa aberta, calças de ganga, uma pequena mala, daquelas malas dos antigos guarda-freios da Carris, a tiracolo. Isso: a mala estava a tiracolo, e eles iam muito felizes, os dois, de mãos dadas.
Nem sequer reparavam que muitas pessoas os observavam. Algumas pessoas com a conivência de um sorriso. Outras pessoas com um ressaibo de inveja, no olhar de esguelha. Pararam um pouco em frente à Pastelaria Suíça, no Rossio, ele disse qualquer coisa a ela, ela encolheu os ombros. Não deixavam de sorrir enquanto conversavam. Depois entraram e beberam café.
A esplanada da Suíça estava cheia de sol e de estrangeiros. Um vendedor de lotaria ofereceu jogo. Um rapaz sujo pediu algum dinheiro. Dois homens encontraram-se e abraçaram-se com efusão. Uma mulher apressada deu um encontrão num cego. Um cigano tentava vender relógios. Um polícia contemplava as coisas com evidente indiferença.
O rapaz e a rapariga decidiram, depois de tomar café, passear pelo Rossio. Estavam muito felizes. E é bom que se repita isto, porque as pessoas, habitualmente, andam para aí cheias de infelicidade, ao menos que haja alguém feliz, mesmo que seja uma ou duas pessoas.
Passeavam pelo Rossio e, de vez em quando, davam beijos, sempre sorrindo um para o outro, como se estivessem a sorrir para todo o mundo, e todo o mundo experimentava uma grande sensação de espanto e de júbilo. Paravam junto às montras do Rossio, olhavam, claro, mas não fixavam nada do que nas montras se expunha, só sabiam um do outro, só estavam ali juntos para apenas estar um com o outro, juntos e assim mesmo: de mãos dadas e aos beijos.
Foi numa dessas ocasiões. Beijavam-se tão felizes, tão um do outro, que essa felicidade molestou uma senhora obesa e flácida. A senhora obesa e flácida estacou, indignada, a fuzilá-los com as balas do ódio. E gritou:
— Não podiam fazer isso em casa?
A rapariga dos longos cabelos e seios puxados para a frente deixou o beijo a meio. O rapaz experimentou uma estranha sensação de pasmo. Olharam-se. E foi então que a rapariga respondeu, indicando tudo em derredor:
— Esta é a nossa casa!
Nesse instante trémulo, o mundo feliz, começou a aplaudir.
Baptista-Bastos, Lisboa contada pelos dedos (2001)
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
The Rolling Stones - Mick Jagger - Angie (Rare Symphony)
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POEMA DE AMOR PARA USO TÓPICO
Quero-te, como se fosses
a presa indiferente, a mais obscura
das amantes. Quero o teu rosto
de brancos cansaços, as tuas mãos
que hesitam, cada uma das palavras
que sem querer me deste. Quero
que me lembres e esqueças como eu
te lembro e esqueço: num fundo
a preto e branco, despida como
a neve matinal se despe da noite,
fria, luminosa,
voz incerta de rosa.
Nuno Júdice, in “Poesia Reunida”
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Primeiro como chocolate preto e depois bebo chá de camomila....hell yeah!
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Sou parva - Deolinda
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A Lucidez Perigosa
Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade
- essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
Clarice Lispector
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade
- essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.
Clarice Lispector
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
roubo-te 1 beijo
Em relação ao post anterior...questões profissionais apenas!!
Pensemos em coisas mais positivas...
Deixo uma amostra da nova música de André Sardet. Não sou grande fã, mas desta até gosto!
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Hoje, constatei, que sei lidar com muita coisa, mas continuo sem saber lidar com a desilusão!
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Rod Stewart - Have You Ever Seen The Rain
E o que eu gosto de cantar isto !!! Ah pois é!!!
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Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara.
Se podes reparar, contempla.
Se contemplas, enlaça.
Se enlaças, penetra.
Se podes penetrar, ama
José Saramago
Se podes ver, repara.
Se podes reparar, contempla.
Se contemplas, enlaça.
Se enlaças, penetra.
Se podes penetrar, ama
José Saramago
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
"Acorda Menina Linda" - Jorge Palma
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
Memória de um Tempo
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
The Beauty Dance in "House of flying daggers"
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E para os meus amiguinhos de olhos rasgados:
xin nian kuai le
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E hoje o chá das cinco foi tomado na Bulhosa!!
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Identidade
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
Preciso ser um outro
para ser eu mesmo
Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta
Sou pólen sem insecto
Sou areia sustentando
o sexo das árvores
Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro
No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Gigliola Cinquetti - Non Ho L'Età
molto bella
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Terminada a leitura do livro A Impossível Solidão de José Manuel Arrobas apraz-me dizer que tocou indiscritivelmente os quatro pontos cardeais das minhas sensações.
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